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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

É Daví, é? S02E02




Wow! Sexta-feira, 24 de Setembro, é só o segundo dia da primavera, mas nem tudo são flores hoje no DESENTENDENDO. Dando continuidade à série de stand-ups "É Daví, é?", o micro-texto de hoje fala sobre uma tribo(ou espécie) que eu... Deixa pra lá. Lembro aos leitores que não tenho nada contra as tribos que retrato aqui(pelo menos publicamente), e uso o tema só pra ter sobre o que falar mesmo.

E de novo, deixo o lembrete: se você quer alguma tribo satirizada aqui, dê sua sugestão nos comments!

O ministério da saúde mental avisa: se você está lendo esse post, fique tranquilo, você não é muleke-piranha.

Muleke-piranha

Muito se questiona sobre a origem dos mulekes-piranha, ou o por quê desse nome. A teoria mais conhecida no meio científico é a de que a espécie era originalmente humana, e desde já frequentava os bailes funk nos morros cariocas. Devido ao número superior de espécimes machos nesse ecossistema(a população fêmea representa geralmente 10% da população total), esses seres desenvolveram mutações cerebrais, que fizeram com que se desenvolvessem certos sintomas como: diminuição da inteligência, preferência acentuada por roupas feias e comportamento próximo ao das piranhas, ou seja, qualquer pedaço de carne que apareça, se amontoam para comer, mesmo que este esteja podre ou sangrando(o que deu origem à celebre frase "tá de chico é o caralho!").

Muita gente acha os mulekes-piranha bonitinhos, e por falta de conhecimento, acabam adotando-os, mas é preciso alertar a população: eles são tão perigosos quanto os gremlins ou os candidatos à deputado distrital. Por isso, apresentarei à todos o guia: como reconhecer um muleke-piranha.

Visualmente, os mulekes-piranha são facilmente reconhecíveis. São bem parecidos com os humanos, mas preste atenção aos detalhes:
-Cabeça. Geralmente adornam a cabeça com bonés coloridos que cobrem só o cocoruto. Se cobrir a cabeça toda, fique tranquilo, não é muleke-piranha. Caso não estejam usando boné, estarão usando "moicano" no cabelo enroladinho colorido.
-Corpo. Seus corpos sarados são sempre cobertos por roupas estranhas. Geralmente usam camisetas ou regatas coladíssimas de marcas famosas. Faça o teste do ferro elétrico: se a estampa da camiseta derreter, é muleke-piranha. E as calças, ou são capri de malha, ou são jeans coladíssimos com mais bordados, detalhes metálicos e penduricalhos do que chaveiro de emo. Também usam bermuda surf colorida.
-Pés. Aqui não tem erro. Meia esportiva com tênis de mola, ou bolha, ou qualquer sistema de amortecimento fail colorido, com o resto do tênis branco. Quando em repouso, usam sandálias Kenner ou Koc Pitt.

Outros meios de reconhecer um muleke-piranha:
-Através do cheiro: geralmente eles têm um odor característico que é uma mistura de cecê, desodorante ruim, cachaça, maconha, gel de cabelo e perfume de puta.
-Através do vocabulário: mulekes-piranha possuem vocabulário simples, uma mistura do nordestino com o carioca e o goiano. Se ele diz "ar novinha" ou "ar cocota", pode saber...
-Através do comportamento: os piranha sempre agem em bando e costumam povoar fundos de ônibus. Seu principal meio de locomoção é a Honda Biz(com som integrado e vestindo capacete rosa). Dançam exageradamente cênicos e sensuais ao som de qualquer funk, axé, ou música eletrônica. Atacam suas vítimas com frases como "mãos para o alto novinha" ou "vem que vem que vem quicando". E o mais importante: eles não usam fone de ouvido.

Agora que você sabe reconhecer, vem o mais fácil: combater. O principal meio de combatê-los é a cultura. MULEKES-PIRANHA SÃO ALÉRGICOS À CULTURA. Então, frequente bibliotecas e leia ao menos um livro por ano. Escute música boa. Rock é uma boa pedida para afastá-los. Fale o português corretamente. Não faça baderna na rua e nos meios públicos de transporte. Fale baixo. Dance como gente, e não como uma lagartixa. Meninas, usem calcinha, e não façam sexo oral em estranhos. Busque fazer sexo com NO MÁXIMO duas pessoas na mesma noite, e com camisinha. Não beba se estiver sozinha numa festa. Não assista somente filmes pornográficos, veja um drama de vez em quando. Vá ao teatro, funciona também. Tome banho, escove os dentes, e use o fone de ouvido. Seguindo essas dicas, você estará protegendo você, sua família, e seu relacionamento destes perigosos maníacos sexuais: os mulekes-piranha.



domingo, 8 de agosto de 2010

Mãos ao lixo!




Olá muchachos! Antes de mais nada, desculpem o transtorno que está a aparencia do blog, sabemos que está dificil pra ler. Mas aconteceu algum problema com o blogspot, e esperamos que volte logo ao normal :o)

Estive mais calma e apaixonada no post anterior, e recebi informações de que estão sentindo falta do meu lado mais “esculhambativo”. Então, já que estou aqui pra isso, vamos lá... Esculhambar (amo muito tudo isso)!

Hoje vou reclamar e tentar lutar por uma causa nobre, mais do que nobre, é algo sobre princípios e educação (nuss que papo brega)!
PAREM DE JOGAR LIXO NA RUA. PELO AMOR DE DEUS!

Vou confessar que não sou a maior defensora do meio ambiente;
Não separo o lixo orgânico do inorgânico, desperdiço água e energia, porque demoro no banho, e não faço um monte de outras coisas que eu poderia fazer para ajudar o planeta. Mas tem uma coisa que é questão de honra: Não jogo lixo na rua.
Geeente, desde criança todos nós aprendemos que é errado jogar lixo por ai, aposto que você cansou de ouvir seus pais dizerem isso, a sua professora também deve ter dito que é errado jogar lixo pela janela no carro ou do ônibus, e todo dia vemos algum abestado (burro), e mal educado fazendo isso.

Como sempre vou contar uns acontecidos de busão: Estava eu lá, naquele aperto de sempre, e um carinha comprando paçoca, daquele vendedor que sempre aparece no ônibus. Então, o ‘bonitinho’ come as 5 paçocas, joga os papéis no chão, depois compra uma água, bebe, e joga a garrafa no chão. Ôô cena linda! Tão linda que eu só não dei um murro na cara dele, porque eu não tenho coragem, e também porque ele tinha cara de malandro. Este foi um caso um pouquinho diferente, mas sempre tem aquela criatura pra arremessar a latinha de refrigerante pela janela. E além de poluição, pode causar acidentes.

Haa, eu queria mesmo era que inventassem uma lei, em que, quem jogasse lixo na rua tivesse que pagar uma multa. As pessoas só dão importância as coisas, quando sai do bolso delas. Isso iria render milhões, e o dinheiro poderia ser usado para implantação de lixeiras na rua. Mas nada é como agente quer neh?!
E falando em lixeira... Essa é a desculpa que todo mundo tem pra jogar lixo na rua;
- “Não tinha lixeira por perto”.
E daí? Segura a latinha até achar uma, e se o lixo for pequeno (papel de balinha, pacote de salgadinho, e todas as besteiras que agente come), guarda na bolsa, na mochila, no bolso... Lugar não falta! Quando achar uma lixeira, despeja tudo lá, pronto! Você já fez coisas bem mais difíceis do que isso na sua vida.
O mundo ta precisando é tomar vergonha na cara. Bando de gente porca e preguiçosa!

Muita gente me chama de chata por isso, por eu reclamar quando jogam lixo no chão. Mas não entendo qual é o problema de querer um mundo limpo.
E tem mais um absurdo; Tem algumas pessoas (idiotas), que dizem que se não jogarem lixo na rua, os garis não terão o que fazer.
Como diria Rita Lee: É “muita cáca pra pouco penico” viu!
O trabalho dos garis é desperdiçado toda vez que jogam um lixo no chão.

E eu nem preciso começar aquele discurso sobre decomposição de matérias inorgânicas, porque isso é coisa que todo mundo sabe desde que era feto.
Outro tipo de criatura bem comum é aquela que diz: “To nem ai, se uma sacola demora 100 anos pra se decompor, eu não vou mais ta vivo mesmo”. Há é? Então ta bom...
Joga a sacola na rua, quando chover, essa sacola e mais um monte de tranqueira que jogaram na rua, vão entupir os bueiros, vai acontecer uma enchente, você vai perder tudo, e talvez morra afogado. Adooro essas histórias com finais felizes!

Basta ter a iniciativa, deixe de jogar um papelzinho no chão, e logo você terá isso como hábito. E se sentirá até culpado, se deixar que cometam o erro.
Ta todo mundo cansado de ouvir, que se cada um fizesse a sua parte, o que parece muito hoje, vai ser pouco amanhã. Mas se todo mundo sabe, porque continua fazendo a coisa errada?
Nunca vi alguem vencer sem ter lutado, então porque ta todo mundo parado?
A chatice das eleições está chegando, e dessa vez, será que alguém vai lembrar de cuidar disso? Do lixo?
O mundo virou uma lixeira, podre, fétida, e cheia de coisa que não presta. Mas nos sabemos que até numa lixeira se pode encontrar algo que possa aproveitar, ou reciclar. Você pode ser uma latinha reciclada, e fazer parte de um sistema de energia solar, ou pode ser aquela sacola entupindo o bueiro, que vai matar todo mundo afogado. É só escolher.

Ainda tem a questão do lixo eletrônico, essas coisas como: celulares, pilhas, televisões, computadores... que quando não servem mais, ninguém sabe o que fazer, e acaba jogando fora de qualquer jeito. E nem o governo, nem os fabricantes se importam muito com isso.
Os países, não sabem mais o que fazer com tanto lixo, não tem mais espaço para aterros, não tem mais rios pra poluir... Todo mundo sabia que esse era o jeito errado de cuidar disso, e agora estamos tendo que competir espaço com o lixo. Então o que fazer? Engolir?

Dessa vez, não estou pedindo, estou implorando, pra que você pare com essa mania feia, pare de pensar que a rua não é sua casa. Pare de jogar lixo na rua! Digo isso, porque to sentindo um fedor por ai... Acho que não é de ‘pum’, mas tenho medo de que tudo vire uma montanha de merda.


Xero... da Cereja que tem orgulho dos lixinhos na mochila.



Pra antes de limpar o mundo, começar a limpar a sua mente: >Mais que um mero poema (Rosa de Saron) e Panorama (Forfun)