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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que motiva as nossas escolhas?

Dúvida. Essa sensação tomou conta dos meus pensamentos no momento de decidir sobre o que escrever no meu segundo post. Pensei em vários assuntos, mas estava difícil chegar a uma decisão que me agradasse completamente. Até que um acontecimento corriqueiro me fez vislumbrar um tema que sempre me faz refletir muito: Quais as razões que nos levam a tomar as decisões mais importantes da nossa vida?

Na primeira semana deste ano, uma colega me ligou para dar a notícia que havia passado no vestibular para Jornalismo. Radiante com a aprovação, ela me perguntou o que eu achava do ofício e qual a minha visão em relação ao mercado de trabalho. Como estava num daqueles dias em que nada parece bom o suficiente, minha resposta foi instantânea e tola. Respondi “Se você pensa em ganhar muito dinheiro e conquistar algum reconhecimento profissional, desista”. No entanto, como tenho a mente extremamente inquieta e o hábito de refletir sobre tudo o que acontece, o que falei à minha colega me fez pensar sobre o que motiva as escolhas que faço em minha vida. E, afinal, por que decidi ser jornalista?

Basta voltar um pouco e lembrar-me do dia em que me inscrevi no vestibular para chegar à conclusão de que o aspecto financeiro não foi o principal motivador da minha escolha, ou seja, não foi para ficar rica que decidi ser jornalista. Enfrentei muita resistência por parte da minha família, que sonhava com uma carreira mais promissora para mim. Hoje, tenho absoluta certeza de que escolhi o Jornalismo porque tinha PAIXÃO. Sempre quis ver o que estava por trás das cortinas e olhar para onde ninguém estava olhando. O óbvio nunca me atraiu. Sonhava em transformar o mundo e lutar a favor do que considerava certo. E sempre achei que a caneta e o papel eram ferramentas ótimas para isso.

Quando fazemos uma escolha levamos em consideração vários aspectos, mas raramente pensamos sobre quais as reais razões que nos fazem optar por determinados caminhos. Apaixonada pela minha profissão e uma sonhadora convicta, uso muito mais do que caneta e papel para tentar transformar os meus anseios em realidade. Uso a minha alma. Uso a minha força. Uso a minha voz.

Neste pouco tempo de carreira, já carrego comigo experiências inesquecíveis. De tudo o que fiz até agora, o que mais me deixou fascinada foi a arte de escrever. Com simples reportagens é possível transformar a vida das pessoas. E é com esse tipo de jornalismo que sonho em atuar até o dia que tiver forças para continuar lutando pelos meus ideais.

No entanto, hoje posso ver de maneira muito clara que a vontade de transformar o mundo para melhor não precisa ficar restrita apenas ao Jornalismo. Afinal, para mudar o que está ao nosso redor, é preciso, antes de tudo, mudar a si mesmo. Para isso, é preciso viver um dia de cada vez. Tentar tirar de cada segundo o que de melhor ele pode oferecer.

E, voltando ao Jornalismo, na próxima vez que tiver que responder acerca da profissão direi que antes de tudo é preciso analisar qual o tamanho da sua paixão e do seu sonho. Quando nossas escolhas são baseadas nesses aspectos, as chances de termos tomado a decisão certa são muitas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Consequence



You better think fast!
Cause you never know
whats coming around the bend.
You better not blink!
For consequence is a bigger
word than you think.
It's bigger than you or me

Tudo na vida tem consquências e temos que aprender a lidar com elas. Com essa frase eu poderia encerrar o post, dar como feito, por que isso é tudo que todos precisam saber. Mas como sou chato, vou falar mais, você lendo ou não.

A música é da banda Incubus, mesmo nome do post. A música fala basicamente de consequências, mas tem uma parte que me toca muito: "Você acha que está perdido? A merda ainda nem começou a bater no ventilador.". Sendo você humano, tudo que você faz trás consequências ao mundo, saiba disso.

Pequenas ou grandes, graves ou leves, de longo prazo ou fáceis de esquecer, consequências de vários tipos, cores e tamanhos. Tá, vou parar de divagar.

Certo dia me disseram: o mundo está do jeito que está por que certo grupo de pessoas existe. Eu contestei fortemente essa afirmação, como sempre posso estar errado, mas em minha visão o mundo é resultado da ação de cada um. Se seu grupo de amigos é estranho, se o lugar que você frequenta não é mais como era, ele mudou por causa de você também. Não, o Krap não está louco, mesmo você tendo nada feito você interfere no seu meio (social ou não).

Mas como alguém fazendo nada pode interferir na construção, destruição ou modificação de algo? E ações de simples pessoas podem mudar o mundo todo?

Só lhes deixo a citação: "Para o triunfo do mal, basta que as pessoas de bem nada façam." Edmund Burke

É isso aí, você pode sim fazer a diferença, lembra que no último post falei de mudanças?! Que mudando seu próprio mundo você pode mudar muito mais coisas?! Em um post mais antigo falei que é possível e necessário reescrever a vida, as ações, os paradigmas, as regras...


Enfim, suas ações tem consequências, faça bom uso delas! (Inclusive no voto...)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Man In The Mirror



I'm gonna make a change
For once in my life
It's gonna feel real good
Gonna make a difference
Gonna make it right
...
I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
And no message could have been any clearer:
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make a change

Hoje eu  uso uma de minhas músicas preferidas, e a melhor (em minha opinião) do Michael Jackson, apesar de eu gostar dela também cantada pelo James Morrison. A música fala sobre mudanças, sobre tentar mudar a si mesmo e consequentemente mudar o mundo.

Muitas pessoas tem a mania - se é que posso chamar isso de mania - de querer mudar as pessoas ao seu redor (inclusive o que vos fala). Fazer com que as pessoas pensem igual a nós mesmos, que tenham as mesmas noções do ambiente, sobre a vida e sobre as pessoas é mais cômodo, mais prático e mais racional. Afinal a vida seria bem mais fácil se as pessoas ao nosso redor pensassem igual a nós, tivessem as mesmas ideias e objetivos. Isso em um mundo perfeito.

Como no nosso mundo as pessoas são -felizmente- diferentes umas das outras, temos que conformar com ideias alheias, e tentar persuadir os outros a conformarem-se com as nossas. Mas como diz a música, muitas vezes é mais fácil mudar a nós mesmos. Talvez se a geração passada tivesse dado bons exemplos aos jovens, a geração atual não estaria tão perdida

Mudar a nós mesmos e esperar que as pessoas vejam essa mudança, reconheçam seu esforço em melhorar e mudem também é um pensamento utópico. Mas o sentido da música e dessa forma de pensamento é exatamente essa, mudar e ver o que acontece. Olhando isso é exatamente isso que a música diz para fazer, se você mudar e ficar esperando que as pessoas mudem por sua causa, é o mesmo do que simplesmente tentar mudar alguém. Você deve mudar por você mesmo, fazer a sua vida melhorar, ver seu mundo mudar de dentro para fora. As outras pessoas só vão mudar caso elas mesmas achem necessário e vão fazer o mesmo, mudarão esperando uma mudança de dentro para fora.

Assim, cada pessoa melhorando seu mundinho próprio (que todos temos, é inegável), o mundo "real" vai refletir essa mudança!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Closer - Rewrite



Mi juka ri harumono
Tsune ni ki wo tsukette naito
Amari ni chikasugite
Mikushi inatte shimaisou

Temos que ter um cuidado extra
Com as coisas que estão mais perto de nós
Sabe, quanto mais próximo ficamos de algo
Fica mais difícil vê-lo
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Kishinda omoi wo Hakidashitai no wa
Sonzai no shoumei ga Hoka ni nai kara
Tsukandahazu no Boku no mirai wa
"Songen" to "Jiyuu" de Mujun shiteru yo
Quero gritar todos os meus pensamentos espalhados
Pois não existe outra prova de que eu existo
O futuro que eu devia ter agarrado
Se divide entre "dignidade" e "liberdade"

Esse post será dividido em duas partes, duas músicas... uma fala sobre ponto de vista, ver as coisas muito de perto não te permite ver tudo que há para ver e as vezes acaba negligenciando partes importantes do que quer ou precisa ver. A outra música fala de pensamentos, de escolhas, e principalmente fala sobre reescrever o futuro, o destino. Então vamos lá!

O básico eu já falei, mas o que isso de ponto de vista tem a ver com alguma coisa? Eu até já não falei disso aqui!? O diferencial desse post está na parte da música que não está aí. Ela também fala sobre dar valor ao que podemos ver, e ao que não podemos ver. 

Todo mundo sabe que as pessoas só dão valor quando perdem algo. Mas vamos pensar pela visão da música, ela diz que próximo de algo não podemos ver ele completamente, então perdemos o ponto de vista anterior e aí percebemos o valor que ele tinha. Entretanto, esse ponto de vista mais amplo acontecia quando não tínhamos o "objeto" de análise tão perto de nós e se for uma pessoa, teríamos que nos afastar de uma pessoa para entendê-la melhor? Não seria mais fácil conhecer as pessoas de perto?
O que eu sempre digo é, não sejamos apressados em uma interpretação, a música não nos diz que é impossível ver um todo estando perto, só que devemos ter cuidado. Olhando com um miscroscópio podemos ver até o planeta inteiro, só que tem que olhar um pedaço por vez, talvez assim vemos melhor do que olhando de longe.
Essa parte ficou confusa, eu mesmo li três vezes e refiz algumas partes para ver se dá para entender.

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A segunda música fala sobre expressar-se, sobre a escrita, que é uma forma de provar a existência. Eu sei bem como é isso, afinal, estou aqui escrevendo sobre a vida.
Em posts anteriores já falei que as coisas são feitas em fases, etapas e etc. E entre essas coisas está a vida, que também é construída em etapas. Hoje vamos considerar que a vida é escrita, letra após letra. E nela você faz escolhas. Por exemplo, escolher entre "dignidade" e "liberdade", escolha básica para quem muda a orientação sexual. :3

Mas o sentido de tudo é que você não pode apagar as coisas escritas, por mais que você tente, elas voltarão para você. Só que você pode reescrever seu presente e seu futuro, fazer com que o passado não tenha significado. Reescrevendo a vida, não quer dizer que você se tornará uma pessoa diferente, são escolhas simples, atitudes básicas que mudadas fazem grande diferença.
Acho que com isso eu já disse tudo. Como sempre posso estar errado sobre tudo o que digo, mas escrevendo eu afirmo minha existência. ;]

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Just a Phase


I am bottle fizzy water
And you were shaking me up
You are a fingernail running
Down the chalkboard I thought I've left in third grade
Now my only consolation
Is that this could not last forever
Even though you're singing and thinking how well you've got itmade

Who are you?
When will you be through?
Yeah, it's just a phase
It will be over soon
Yeah, it's just a phase
Yeah, it's just a...

And I am waiting for it to be over too

Várias coisas são feitas em camadas, outras são feitas em etapas e também algumas coisas são feitas em fases diferentes. A música de inspiração para este post é Just a Phase - Incubus. Imagine-se fazendo um bolo tudo ao mesmo tempo, colocando todos os ingredientes numa batedeira e ao mesmo tempo já assando esse mesmo bolo... é algo que não se pode imaginar nesse mundo, pois não há como fazer coisas tão diferentes ao mesmo tempo, nem há como estar em dois lugares ao mesmo tempo e muito menos ocupar o mesmo espaço com coisas diferentes.

Mas eu não vim aqui para falar de física ou de métodos para se fazer um bolo... eu já disse antes aqui nesse blog que muitos pensamentos profundos podem surgir de coisas simples que na maior parte do tempo as pessoas só ignoram. E nesse caso, seriam as etapas de se fazer algo. Entretanto, nunca foi meu objetivo falar de coisas materiais aqui e não vai ser a essa altura do campeonato que vou começar a fazer isso.

Se está bem claro que nada se forma do nada e que é necessário ter etapas para as coisas serem feitas, imaginem como é feita a vida de uma pessoa. Ninguém nasce com os mesmos pensamentos que terá quando for velho e nem com a mesma aparência. A vida é formada em fases que podem ser divididas e subdivididas dependendo do nível de análise, mas esse também não é o assunto sobre o qual eu vou falar hoje.

A vida é feita de fases, nascer, crescer, envelhecer e morrer! Mas entre esses passos há uma longa jornada de ações infinitas e pensamentos mais ainda... quando se chega à adolescência as pessoas tendem a ter mais pensamentos ainda sobre a vida, por é uma fase de passagem e blá blá blá. Só que muito do que é feito nessa etapa é justificado como uma "fase" em um sentido menos amplo. Essas ações tem consequências, as ações de uma criança, por mais nova que seja, tem consequências. Será serto justificar ações como somente uma "fase"?

Deixemos a justificação no post passado, o que foi dito foi dito e é exatamente sobre isso que eu quero falar hoje. As pessoas dizem muita coisa durante a vida e todo mundo sabe que as palavras tem um poder muito forte e agem de acordo com as intenções de quem fala e a interpretação de quem as escuta. Etapas, fases, passos, camadas... são tudo a mesma coisa quando se fala da vida, ela é construída aos poucos e cabe a cada um saber o que deve fazer em cada pedaço dela para torná-la proveitosa imediatamente ou para longo prazo.

E deixando as reflexões de lado, a vida deve ser vivida, nada mais nada menos que isso!

terça-feira, 27 de julho de 2010

My Interpretation

 

You talk about life
You talk about death,
And everything in between
Like it's nothing
And the words are easy

Essa música, que deixo um trecho a vocês me disse muito hoje, lendo a letra dela, foi como se alguém estivesse falando exclusivamente pra mim sobre tudo que eu venho falando aqui mesmo neste blog. Então vou falar hoje de interpretações, embora o título do blog sugira que eu fale sobre a minha interpretação, ele é só o nome da música do Mika que me deu inspiração para isso.

Durante muito tempo o homem achou que fenômenos naturais eram causados pela ira ou bondade dos deuses, pensaram que a Terra era quadrada e chata, como algumas pessoas são (rs). E com o passar do tempo as pessoas foram descobrindo que o que elas pensavam era somente uma interpretação errada ou distorcida dos fatos que estavam bem ali na frente delas.

Você pode me falar que em épocas remotas o homem não tinha ferramentas suficientes para descobrir as coisas certas, ou que as descobertas foram em maioria por acidentes. É claro que faltavam ferramentas e, se você está procurando exatamente por algo você não descobriu, só encontrou. Mas o que quero dizer é que apenas com a perspectiva certa podemos ver as coisas do jeito certo, seja o certo o que lhe couber melhor. Mais recentemente na história o homem descobriu tantas coisas no planeta que começou a procurar fora dele. Talvez foi por essa mudança de visão que o homem parou de se preocupar com o planeta e agora tanto se fala sobre salvá-lo.

A perspectiva, ou ponto de vista, é só um ângulo diferente de ver a mesma coisa. Como dois seres não podem ocupar o mesmo espaço, sempre haverá visões diferentes, mesmo que muito próximas. Mas até que ponto nós devemos defender nosso ponto de vista como sendo correto? Será que mesmo sendo nós os criadores de uma ideia, temos o melhor ponto de vista sobre ela? Quem está de fora do jogo realmente vê "mais" do que quem está jogando? São reflexões simples que nos levam a lugar nenhum, mas pode fazer muita diferença.

Não vou pedir para que revejam suas perspectivas, reajustem seus pontos de vista nem que tentem entender o do próximo, isso cabe a cada um fazer por si só quando achar melhor. Por fim o que eu quis dizer então falando tudo isso? Não sei, você que está lendo consegue concluir isso sem mim. ;]

sábado, 10 de julho de 2010

VIVER É UMA ARTE, ERRAR FAZ PARTE.









O que fazer quando tudo parece dar errado? Quando o que parecia estar tão perto se distancia tão rapidamente como num piscar de olhos?

O QUE FAZER?

Nossa vida é repleta de decisões, muitas vezes decisões que não dependem só de nós.
Sabe dizer quantas ‘portas’ já se abriram em toda sua vida? E em quantas você teve medo de entrar, lembra?

Se você abre uma porta, você pode ou não entrar nela, ou simplesmente fechá-la e seguir em frente. Mas também você pode não entrar, e apenas ver tudo que se passa diante dos seus olhos.

Mas se você vence essa incerteza, se você vence esse MEDO e entra, esse pode ser um grande passo no seu caminho.

É assim por exemplo com o amor, quantas pessoas não se deixam apaixonar-se por ter MEDO de sofrer, de não ser como deseja. Mas e se todo mundo resolvesse agir dessa forma, como seria?

Por outro lado temos que lembrar que tudo em nossa vida têm um preço, o que nos resta é tomar a decisão. São milhares as portas que você descobre, e que você deixa passar.

Ás vezes dói e deixa marcas, outras vezes tudo é tão maravilhoso. O grande segredo é saber quando e qual a porta que deve ser aberta.

A vida não é TÃO DIFÍCIL, ela apenas nos mostra quais decisões, escolhas de caminhos a seguir, de muitas vezes contar nossos erros.

Errar todos erramos, viver todos queremos viver, nossos erros podem ser transformados em sucesso quando se aprende com eles.

A vida é bem generosa muitas vezes, a cada nova porta que se vive outras se abrem. Ela privilegia quem descobre os seus segredos, mas ela também pode ser dura e severa. Mas se você não ultrapassar a porta, talvez nunca descubra o que há nela.

Na vida, as portas não são obstáculos, mas sim diferentes passagens... ou nós se arriscamos e tropeçamos, ralamos o joelho, ou saímos ilesos sem nenhum arranhão, mas também sem nunca saber se realmente valeria a pena.

Assim são as portas que se abrem em nossa vida, mas o MEDO na maioria das vezes nos impede de seguirmos em frente.

O segredo da vida é vivê-la intensamente, da melhor forma possível, aproveitar as oportunidades e fazer as escolhas. Com tudo isso ganhamos o amadurecimento, a experiência.



E LEMBREM-SE : VIVER É UMA ARTE, ERRAR FAZ PARTE.