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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Jamais diga nunca












Sim, é ao som dessa música que começo o post de hoje no 7cos. Aliás, peço desculpas pela falta da semana passada, mas é que aquele dia 11 de fevereiro foi muito movimentado, e me impediu de postar =/

E querem saber o por que dessa música estar no início do meu post? Então leia...


Uma prima da Carolmonper deixou com ela um antigo mega drive III, aqueeele que vem com 30 jogos na memória, vários clássicos do mega drive... entre eles Sonic The Hedgehog, o primeiro. Sabe, apesar de meu primeiro console, aos 5 anos de idade, ter sido um master system que vinha com um Sonic na memória (e eu zerasse ele todos os dias), eu nunca gostava dos jogos mais populares do Sonic. Eu achava tudo rápido demais pra mim, eu nunca via os inimigos, as paredes, e obstáculos. Assim, eu acabei migrando pro pessoal que faz o Mário, até que...


Voltando a história, eu comecei a jogar Sonic de novo naquele velho mega drive, fui passando umas fases, fui me surpreendendo em como eu tinha melhorado naquilo com os anos, e fui gostando. Dias depois conheci Sonic The Hedgehog 2. Fiquei encantado com a união da velocidade com a acessibilidade. E por coincidência li coisas sobre Sonic na mesma semana, e motivado por isso, cacei uns vídeos de Sonic fan remix e Sonic The Hedgehog 4. Aí já era. Tratei de caçar o Hareon, amigo meu que é fã e mini-autoridade no assunto Sonic, escutei discursos, joguei alguns, assisti outros e peguei uns jogos do azulão emprestado. Pronto, hoje sou um pseudo-fã da série e me divirto jogando o problemático porém divertido Sonic Heroes.


Aí você deve estar pensando o que você tem a ver com isso. Nada. Mas é que essa experiência me lembra algo que já passei várias vezes na vida, e que muita gente já passou e deve passar ainda: queimar a língua. Pra quem não conhece a expressão, trata-se de quando você fala algo e os acontecimentos futuros provam o contrário.

Todo mundo critica aquilo que não gosta, e principalmente, embora não admitam, criticam aquilo que não conhecem. Existem vários exemplos: podemos falar mal de uma banda que nem conhecemos por que os integrantes se vestem de uma maneira diferente, podemos falar mal de uma música que nem escutamos só por que ela é forró, ou podemos dizer que um livro é ruim só por que é de uma autora que você não gosta... leia primeiro o livro, né? A surpresa pode ser boa.


Eu odeio aquelas pessoas que falam mal de alguma coisa antes de conhecê-las. Sério. Eu falo mal de muita coisa também, não nego. Mas pelo menos eu conheço a coisa antes. Eu comi jiló pra saber como aquilo é ruim. E tem gente que não come pequi só por que não gosta do cheiro. Coma antes de negar.

Lógicamente existem as coisas que você não precisa experimentar pra saber que é ruim, pois é de conhecimento CIENTÍFICO público que são nocivos, como as drogas, por exemplo. Não é preciso se jogar do alto de um prédio pra saber se a queda mata ou não.

Eu não gostava e até falava mal de Sonic só por que eu era ruim no jogo, e assim não quis conhecer. Mas joguei, dei uma chance, tive paciência, conheci a coisa e hoje eu gosto.


Não tô aqui dizendo pra você que não curte forró escutar um CD do aviões por uma hora, nem pra você que é fã de comédia assistir a trilogia do Senhor dos Anéis. Tô aqui só pra conscientizar: ficar no consciente. Pra que você pense antes de dizer as coisas.


P.S. Faz um tempo que não escrevo algo com qualidade, e peço desculpas pela brevidade do meu texto. Tenho que ter mais tempo pra me dedicar ao blog, mas com as férias que estou tendo está meio difícil.

Mas pelo menos ficou bem ao estilo do @Krap que escrevia por aqui. E isso já é um auto-elogio e tanto.

Até textos melhores!


sábado, 28 de agosto de 2010

Indignação.








Hoje decidi falar de um assunto que mexe bastante comigo. O fato de tantos nordestinos serem vítimas de preconceitos, principalmente no sul e sudeste do país.
É isso mesmo, como também uma nordestina com orgulho sim, queria comentar sobre esse assunto.

Quando se falam em Nordeste vem a mente de algumas pessoas de outras regiões logo o analfabetismo, a miséria, a seca, homem rude e a mulher caipira, a pobreza, o sinônimo de nordestino é pobre, baixinho, feio, escuro sempre inferior e sempre aquela pessoa que tenta ir pra São Paulo em busca de um emprego. Um dos maiores pontos de preconceito com certeza é o SUL, ali se um pobre nordestino vai a passeio é tratado como um ser inferior, pelo simples fato do sotaque nosdestino pensam logo que é um pobre, analfabeto e por ai vai, algumas pessoas pensam que esse preconceito é coisa do passado, mas quem dera fosse assim, infelizmente isso ainda predomina, e faz com que aumente cada vez mais o preconceito em geral.
O povo nordestino merece respeito, o nordeste não é um lugar onde se tem apenas pobres, analfabetos e tudo isso que citei acima, o nordeste não é uma região onde cada passo que você dá encontra seca, animais morrendo de fome e gente mal-educada.
Até no orkut esse preconceito é enorme, não são poucas as comunidades contra nordestinos.

Quando alguém comete algum crime, em filmes e até novelas, e dizem que são do subúrbio, que são da periferia, qual é a desculpa que as autoridades dizem? -Aaaah, isso aí é um 'paraibazinho', mais num quer dizer 'paraibazinho' porque ele é da Paraíba não, e sim porque na mente deles, paraibanos e nordestinos em geral, são tudo pobre, e marginal.

São Paulo, por exemplo, pode ser considerada cidade mais nordestina do país, tamanho é o contingente de moradores naturais desta região do país. Mesmo assim, o preconceito existe e não é assumido, pelo contrário, os grandes contrastes sociais presentes especialmente na capital paulista e no Rio de Janeiro são sempre apontados como reflexos da migração em massa e descontrolada, nunca como resultantes da má distribuição de renda ou falta de oportunidades, características comuns ao Brasil há séculos.
O mais curioso (e triste) de toda esta realidade: ao contrário de países envolvidos em conflitos ou guerras civis, o Brasil não tem divisão de etnias ou tribos, sendo o preconceito movido apenas por questões geográficas. Talvez por este motivo os embriões de movimentos separatistas sulistas nunca tenham ganhado mais do que algumas páginas na internet e manifestações isoladas, felizmente.

Até mesmo nas horas de desespero e que precisam de ajuda, o povo nordestino é vítima do preconceito, no tempo em que aconteceu as enchentes em vários estados do nordeste, vocês acham que as humilhações diminuiram? Nada disso!

O que chamou mais atenção nem foi as enchentes, e sim os depoimentos em algumas redes sociais. A seguir mostro a vocês alguns dos comentários que fizeram sobre esse assunto das enchentes em uma comunidade contra os nordestinos.

“Pessoal com essas enchentes no Nordeste acho que os cabeçudos vão vir em massa pra SP, to muito preocupada com isso. Vai ter mais lixo do que já tem aqui...”,

“Seria bom se todos eles morressem na enchente, afinal nordestino é um animal que não sabe nadar!!!”,

“Eles vão falar que perderam tudo na terra deles e vão procurar alguma beira de córrego em SP para construir barraco ou viram mendigos no centro da cidade..."


Agora me diz se isso não é motivo de indignação?

E não para por aí não, até manisfesto existem em relação a isso, um é o , MSPPP ( Manifesto São Paulo para os Paulistas).

Eu só queria comentar 3 coisas sobre isso:

1- São paulo é o que é muito em função do trabalho dos nordestinos, que essas pessoas agora querem refugar.

2- Se esses paulistas que estão articulando esse movimento fossem alvo de um movimento semelhante, por exemplo em Londres, estariam buscando seus direitos.

3- A segunda guerra mundial começou por conta de um raciocínio idêntico a esse.

É ridículo que essas pessoas aleguem amor ao seu estado, ou até mesmo a democracia para justificar suas atitudes facistas.

Pra terminar, só me resta apenas dizer:

LAMENTÁVEL!