quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Virgindade



O conceito virgindade é construído pela sociedade, baseado em critérios tanto biológicos quanto sócio-culturais, e desta forma pode variar grandemente entre as culturas, sendo muito valorizado em alguns meios sociais ou religiosos, especialmente no que diz respeito à preservação da virgindade antes do casamento.

A definição mais ampla de virgindade define que seria a pessoa desprovida de qualquer tipo de relação carnal, sendo mais socialmente aplicada a mulheres. A determinação da virgindade da mulher está fortemente correlacionada a integridade do hímen, sendo, algumas vezes, aceita a prática de outras formas de sexo que não o rompa, tais como o sexo anal ou oral, e desta forma mantendo o status de virgem.

O hímen é uma membrana situada na vulva que bloqueia parcialmente a entrada da vagina. Aparece em certos mamíferos para proteger as fêmeas durante a sua infância dos riscos de infecções, daí durante esta fase da vida das meninas ser uma membrana relativamente espessa e resistente, no entanto com o aproximar da puberdade essa membrana torna-se muito fina e pouco resistente. Esta membrana é muitas vezes rompida durante a primeira penetração do pênis na vagina (defloração). No entanto, usar a integridade do hímen como indicação de virgindade é relativo e enganador. O hímen pode ser destruído por atividades ou acidentes físicos diversos, como na prática da equitação, ginástica, ou ainda com algum movimento mais bruto, e um hímen preservado não exclui penetração vaginal (coito), pois no caso de o hímen ser elástico o suficiente (hímen complacente), pode permitir o coito sem que rompa, ajustando-se ao diâmetro do pênis, podendo este tipo de hímen só vir a se romper num coito mais “apressado” em que a lubrificação e/ou dilatação não é a ideal ou mesmo só num parto. Para além disso são bem conhecidos e documentados os casos de mulheres que pura e simplesmente nascem sem hímen.

Historicamente o estatuto de virgindade foi considerado como conferindo capacidades mágicas ou sagradas. Assim por exemplo no antigo oráculo de Delfos o contato com os deuses era estabelecido pela Pítia, uma mulher virgem. Durante a idade média, acreditava-se que o mítico unicórnio só podia ser domado por virgens.
Uma grande variedade de culturas tradicionais e as principais religiões monoteístas (cristianismo, islão, judaísmo) prescrevem a virgindade até o casamento.
A virgindade é um conceito importante na tradição cristã, especialmente no que diz respeito à Virgem Maria que ocupa um lugar central no dogma cristão católico e ortodoxo. Votos de castidade e celibato são necessários para entrar na vida monástica ou no sacerdócio.

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mais um dia'



Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.
Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma...
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar é tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas a cada dia que passa.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Fácil é ditar regras e, Difícil é segui-las...


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

OUTRAS PALAVRAS


Eu sou daqueles caras cheio de livros
Vivo a procura do melhor REPENTE
Passo ligeiro no caminho do BEM
Pique MARTINHO eu já fui de várias mulheres e AMORES
Vários rolês,lugares diferentes
Tenho medo de chuva FORTE
Cheiro de café me lembra POESIA
Adoro SAMBA antigo
Vitrola,boteco,Amigos na roda
Idéias na calçada
LUA,andar de bus,conhecer o que ainda não conheço
Só busco aquilo que mereço
Sou louco
Falo sózinho
Sussurro pro vento meus lamento
Já quis morar em outra cidade
Já fugi de casa
Já chorei,já acertei bem MAIS que errei
Já bebi até DORMIR
Já nem sei quantas noites eu perdi
Eu sempre só quero ser EU
Minha essência vem de longe
Fiquei perdido quando achei o colo DELA
O mundo já foi PEQUENO pra mim
Minhas idéias são GRANDES
Vivo fora do tempo
Sempre LEMBRO daquilo que SOU
Minha RIMA traz paz pra quem SENTE
Talvez eu morra amanhã
Ou fique VIVO mó tempão
Só QUERO amor
Vou deixar pros meus FILHOS aquilo que ninguém vai poder COMPRAR
Rimas e POESIAS
Minha ALMA eternizada em CADA LINHA!


ONELOVE
UMSÓOO

domingo, 19 de dezembro de 2010

Chega aí Noel!




Olá muchachos!!

Êba! NATAL chegou! Bem, ele chega só sábado, mas acho que natal começa desde o dia 1° de Dezembro. E nem sei o porquê de todo esse entusiasmo, pois pra falar a verdade, eu nunca gostei muito de natal. Sempre achei tudo nostálgico, e de uma forma ruim. Digamos que eu tenha alguns traumas...

Sabe, esse natal têm sido diferente, tô até empolgada, gostando de ver panetones pra todos os lados. E comprei presentes! Acho que esse é um dos motivos da minha empolgação. Antes eu só comprava uma lembrancinha ou outra, mas nesse natal estou trabalhando, e poder dar presentes é legal.

Dar presentes. ÔÔ tarefa difícil! Você tem que pensar em coisas que a pessoa gosta, achar o que caiba no seu bolso e enfrentar filas. MELDELS! Fica todo mundo doido. Viu como os shoppings ficam lotados nessas últimas semanas? É o consumismo dominando os corações. Eu não tenho muita paciência nessas muvucas, então comprei uns presentes mais cedo.

Tenho me importado tanto com o natal dessa vez, que até fiquei revoltada com o fato de que Brasília não tinha decoração. Acredita gente? Nem uma árvorezinha na esplanada. A verba virou perú de natal para os deputados. Enfim, nunca liguei muito pra decoração de natal e tal, mas fiquei reparando como é bonita a iniciativa das pessoas de enfeitarem a casa, os jardins, os comércios. Minha mãe sempre monta a árvore, põe guirlandas nas portas e pendura uns anjinhos pela casa, eu acho fofo.

E o sentido do natal, afinal? O aniversário de Jesus. ÊÊÊÊ!!!
Mas eu queria dar um "salve" para os três reis magos. Muito bem reis, talvez se não fosse por vocês, essa história de papai noel nem existisse.

Papai Noel. ÊÊÊÊ!! O tiozinho (vovô?) barbudo mais fofo do mundo. Confesso que acho o Noel muito fashion com sua roupa vermelha, e adoro essa história de trenó puxado por renas. E até finjo que ele desça por aquelas chaminés. Haa tá! Brasileiros nunca colocaram muita fé nessa história de papai noel, afinal nem muita chaminé por aqui tem. Não sei se o papai noel existe, até porquê nunca me disseram pra acreditar nele, mas acho que a real intenção dessa história, é que na dúvida de sua existência, você é quem acaba sendo o Noel.

O natal sempre aproxima as pessoas. Convenhamos que a falsidade também rola solta nessa época. Mas você sendo sincero é o que importa. Então meu povo, apesar do certo desespero que bate no fim do ano, vamos aproveitar esse natal. Dê presentes pras pessoas que importam, dê abraços e bilhetes se não puder comprar presentes. Não precisa chorar na ceia, como minha mãe faz, mas dê boas risadas e beijos calorosos.
Se puder, ajude alguém, esse é o espírito do natal. Coma bastante, mas cuidado pra não passar mal com tanto peru.

Este ano foi bom. Teve desastres como todos os outros, mas esse ano a transmissão digital chegou, o Rio de Janeiro começou a se libertar, a Lady Gaga apareceu, fiz mais amigos, recomecei um grande amor, aprendi a não vomitar mais nos ônibus, o "7cos" nasceu, e o mundo não acabou. Um feliz natal pra você, e 2011, aí vamos nós!

Xero... da Cereja que está ansiosíssima pra ganhar presente de natal.

Quero ver você não chorar e não olhar pra trás escutando Bom Natal


sábado, 18 de dezembro de 2010

Pra Refletir!










Sabadãao, férias aee \o, e mais uma postagem do ANTENADO...

Como diz o Título 'bora' refletir né, espero que gostem do texto!

" Me chamo Eduardo.

Namorei por três anos.

Quando conheci a Paula, ambos tínhamos 17 anos. Nos três primeiros
meses, eram mil maravilhas. Nossa!!! Depois se tornou um inferno. Ela era
muito ciumenta, começou a dar escândalos.

Brigava por motivos fúteis. O problema era que eu amava muito
ela.

Fazia de tudo por ela, achando que um dia tudo iria mudar (que
ingenuidade).

Terminamos e voltamos por várias vezes.

Chegou um ponto que brigávamos por qualquer motivo. Decidimos
realmente que não iria mais dar certo e terminamos
definitivamente. Eu fiquei muito mal em casa, não tinha vontade de
sair, não conseguia dormir.

Passou sete dias, não aguentei e liguei para a casa dela. No meio
da conversa ela falou que tinha saído com um cara e ficado com ele
e ainda teve a falsidade de falar que tinha sido para me esquecer.
Nunca irei esquecer aquele momento ao telefone.

Parecia que alguém tinha colocado uma faca no meu coração, contive
as lágrimas ao telefone e mantive a voz , serena, falei que não
tinha problema e que nunca mais iria procurar ela.

Desliguei o telefone me dirigi ao quarto parecia que mais nada
nesta vida tinha sentido, não consegui dormir naquela noite.

Os dias foram passando e a dor só piorando. Meu rendimento no
trabalho caiu muito, eu não me importava com mais nada.

Ao chegar em casa tinha vontade de ligar, meu orgulho não deixava.
Quando ia dormir rezava muito para eu esquecer aquele amor que só
e dava tristeza. Não adiantava. Os quinze primeiros dias foram
terríveis.

Mas depois o coração foi se adaptando.

Consegui deixar as emoções de lado e comecei a pensar nos fatos,
fui assimilando melhor e tudo foi passando. Até voltar ao normal,
claro, quem as vezes não tem recaída de pensamentos pela ex? Isso
é normal.

Depois de três meses, adivinha quem me liga?! Era ela! Meu coração
bateu mais forte, tinha sido pego de surpresa, passou mil coisas
na cabeça em frações de segundo tive vontade de chorar e rir ao
mesmo tempo.

Voltei a realidade, sem nenhuma empolgação, minha voz ficou
serena, conversei normalmente mas nada de intimidades estava
sendo seco.

Em um certo momento ela pede para conversar comigo pessoalmente,
porque ainda me amava.

Meus olhos encheram de lágrimas, meu coração sabia que eu iria
sofrer então do nada comecei a cantar a seguinte música: "Cuide
bem do seu amor, seja quem for..." Ela começou a chorar no
telefone. Comecei então a chorar no telefone mas continuei
cantando e escutando ela suplicando e pedindo para voltar pois ela
sabia que tinha errado muito e que tinha perdido a pessoa que mais
valorizava ela.

Meu coração não teve outra saída a não ser desligar o telefone na
cara dela. Decidi então naquele mesmo dia tirar umas férias.
Dois dias depois estava na praia sozinho sentado na areia e
olhando as ondas. Era um final de tarde, aquilo tudo era tão bom
estava me sentindo muito bem.

Quando toca o celular era minha mãe dizendo que minha ex tinha
sido encontrada morta, sucídio.

Ao lado dela foi encontrada uma carta onde dizia: "Pai e Mãe, eu
amo muito vocês, não fiquem triste por mim, pois a vida não tem
mais sentido.

Eu tive a pessoa mais importante no mundo nas minhas mãos e deixei
escapar.

Eu amo o Dudu e amarei eternamente sei que ele não quer mais ficar
comigo.

Calma mamãe, calma papai, não fiquem bravos com ele. Eu sou a
culpada eu tratava ele como se fosse um qualquer. Quando
terminamos descobri que ele era tudo para mim. Tenho um recado e
quero que vocês passem para todos os jovens desse mundo:

"CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA QUEM FOR..."


Notícia da Semana:


Anahí lança clipe Alérgico em português com Renne do Hevo84, confira!








Até o próximo sábado pessoal!

Feliz Natal antecipado !

Boas festas! \o


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O que você faria? - Parte 1: egoísmo


Olá pessoal!
Demorou mas chegou. Por alguns probleminhas(e acredite, soluções) que tive na semana passada, esse post não pôde sair na data exata, mas tô aqui postando, mesmo atrasado, pra não deixar vocês na mão, OK?
Bem, no "Esculhambei os Neurônios" do dia 05 de Dezembro a @carolmonper respondeu uma pergunta que eu tinha feito no Formspring. Pois bem, não é que ela devolveu a pergunta? Então, eu resolvi imitá-la e fazer um post também.

A pergunta era: “Se o mundo acabasse em 24 horas, e você estivesse exatamente onde está, o que você faria? Pode dizer tudo, e a resposta pode ser grande, afinal, 24 horas é muita coisa..."

Quando eu fiz essa pergunta, eu queria receber essa resposta com uma abordagem bem realista, realmente levando em conta um monte de aspectos reais, mas a resposta fugiu um pouco do que eu esperava, o que não a tornou ruim, afinal foi um post bem comentado.
Então vamos à minha resposta?

Para entrar no clima, leia esse post escutando a música da abertura da novela "O fim do mundo", exibida pela Globo em 1996 e 2000 e que marcou minha infância.
O último dia - Paulinho Moska

Bem, em primeiro lugar, ou eu teria que escutar a notícia de uma voz vinda do céu, ou do Morgan Freeman de terno branco, senão eu não acreditaria de forma alguma. Em segundo lugar, eu decidiria se espalhava a notícia ao mundo ou não.. É uma decisão muito egoísta, é verdade, mas se todo mundo soubesse, o mundo viraria um caos, e ninguém aproveitaria nada. E pensando bem, Deus talvez não ia querer um fim do mundo digno pra todo mundo. Nem todos merecem.

Voltando... Como eu decidiria se espalharia a notícia ou não? Eu procuraria pessoalmente as pessoas que considero as mais importantes da minha vida: alguns amigos, namorada, alguns parentes. E contaria a notícia do jeitinho que a recebi. Se eles acreditassem, tudo bem, eu seguiria espalhando a notícia do jeito que desse e seguiria minhas últimas horas do jeito que escrevo nos próximos parágrafos. Agora se não acreditassem... Fala sério, quem acreditaria? Tirando aqueles mendigos que dizem que "o fim está próximo", que grande órgão do governo ou veículos de comunicação em massa se abririam pra mim? A internet? Já tem loucos demais por lá, e ninguém leria o meu relato.

Então vamos lá: caminho 1 - ninguém acredita em mim.
Nesse caso eu curtiria a vida adoidado. De maneira egoísta. Sairia com todo meu dinheiro no bolso, arrumado com minha melhor roupa. sairia por aí, pegando empréstimo a rodo, só pra ter mais dinheiro no bolso, mais liquidez(eu não ia precisar pagar mesmo). E compraria tudo a prestação, preferencialmente sem entrada. Sim, compraria. Eu não sairia por aí à louca saqueando as coisas só por que o fim está próximo e perderia minhas últimas horas numa cadeia né? Enfim, como não teria ninguém para aproveitar comigo, eu consumiria tudo aquilo que eu sempre quis na vida: roupas caras, artigos eletrônicos de luxo, carros, restaurantes, carros, bebidas... Faria aquela sala de estar dos meus sonhos, iria num salão de beleza chique, tentaria algum esporte radical... Faria tudo aquilo que uma série de variáveis não deixou eu fazer na vida. Já no fim do dia, eu me encontraria com minha namorada como de costume, demoraria um pouco mais em um beijo ou abraço, e faria questão de uma última vez dizer "eu te amo", e também pela última vez vê-la se distanciando(igualzinho aos fins dos livros do @omtouche). E faria questão que o momento do fim chegasse comigo em um lugar alto. Acho que eu escolheria a torre de TV. E assistiria de camarote todo aquele mundo egoísta e consumista ir embora, e eu, o maior consumista e egoísta de todos, ir junto, já louco.

Agora, o que eu faria se acreditassem em mim... Fica pra próxima parte, sexta-feira que vem. E você, o que você faria?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Erros de lógicas (e seus amigos)




Erros de lógica



Muitos doentes sofrem por causa de “distorções cognitivas”. Os pensamentos estão vinculados às emoções e comportamentos e podem ser classificados como reflexivos e automáticos. Os reflexivos são mais lentos, profundos e implicam esforço mental. Os automáticos são mais rápidos e surgem espontaneamente, de acordo com cada situação. Por estarem associados a um raciocínio superficial, os pensamentos automáticoS, tem maior probabilidade de apresentar erros de lógica. Alguns exemplos de pensamentos automáticos disfuncionais:
HIPERGENERALIZAÇÃO – Se for verdade num caso, aplica-se a todos os casos. Mesmo que seja verdade no passado, será sempre assim. A pessoa vê um único evento negAtivo como um padrão de derrota que nunca vai terminar. “Eu Tenho um cancro, a minha vida nunca mais vai ser a mesma”; “Nunca mais vou ser feliz”.
MAGNIFICAÇÃO E MINIMIZAÇÃO – Características e experiências negAtivas são maximizadas enquanto as positivas são minimizadas. Super-valorizar ou desvalorizar a importância de um atributo pessoal, evento ou uma possibilidade futura. “Toda a gente está a lidar melhor com a doença do que eu, só acontece a mim”; “Esta tosse seca significa que estou morrer de caNcro”.
PENSAMENTO DICOTÓMICO OU POLARIZAÇÃO – Perceber as experiências pessoais em apenas duas categorias extremas e excludentes. Perceber as situações em termos absolutos. Branco ou preto. Oito ou oitenta. Tudo ou nada. “Se eu não conseguir ficar curado, não vale a pena fazer nada, mais vale morrer já; “Ninguém gosta de mim”.
ATENÇÃO SELETIVA – Um aspecto de uma situação complexa é foco da atenção, enquanto outros aspectos relevantes da situação são ignorados. “Vou-me sentir muito mal com os efeitos secundários do tratamento”; “Eu estou gorda, sou uma pessoa horríveL”.
CATASTROFIZAÇÃO – Acreditar que o que ocorreu ou que poderá acontecer será terrível, intOlerável ou insuportável. “Eu sei que este tratamento não irá funcionar”; “Eu não serei capaz de lidar outra Vez com a doEnça se o cancro voltar”.
INFERÊNCIA ARBITRÁRIA OU LEITURA MENTAL – Chegar a uma concluSão sem evidências adequadas. Pensar, sem evidências, os que os outros poderão estar a pensar, desconsiderando oUtras hipóteses também possíveis. “Eles vêem-me como se eu estiveSse a morrer”; “Ele está a desprezar-me porque percebeu que tomo medicamento para a depressão”.
ROTULAÇÃO – Avaliação global de uma pessoa ou situação através de estereótipos e desconsiderando as características específicas de cada caso. Colocar um rótulo global e rígido em alguém ou situação ao invés de avaliá-los como um todo. “Eu sou um idiotA”; “Não há solução, ele é um caso perdido”.
DECLARAÇÃO DE OBRIGATORIEDADE (PODER, DEVER E PRECISAR) – Interpretar eventos em termos de como as coisas deveriam ser, ao invés de focar como eles são. “ Eu tentei viver uma vida boa, eu não deveria ter tido cancro”; “Para ser feLiz, necessito da aceitação de todos”.
PERSONALIZAÇÃO – Assumir como responsável por alguma situação externa quando na verdade são outros os factores responsáveis. “Os meus amigos talvez não me vêem visitar-me porque eu tenho um cancro”; “ELe está distante, devo ter feito algo de errado”.
Além dessa matéria, achei esse lance legal:
O ciúme patológico (CP) pode ser definido como uma condição caracterizada por pensamentos, emoções e comportamentos inaceitáveis ou extremos, cujo tema dominante é a infidelidade do parceiro, podendo ocasionar sofrimento para o paciente e para o parceiro. Apresenta-se de forma heterogênea, tais como idéias obsessivas, prevalentes ou delirantes. Reconhece-se que o CP pode constituir um sintoma, presente em diferentes entidades nosológicas, como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno delirante. Portanto, uma vez detectado, deve-se identificar o diagnóstico de base. Como o tema pode apresentar uma forte conotação paranóide, a aproximação mais comum seria com transtornos psicóticos, em virtude de alguns pacientes apresentarem boa resposta terapêutica a neurolépticos e apresentarem forte convicção, próxima à delirante, de que estão sendo traídos3. No entanto, apesar de alguns autores ressaltarem a associação desse sintoma com o TOC, são poucos os artigos publicados sobre o tema. Neste caso, a terapêutica mais adequada seriam os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS) associados à terapia cognitivo-comportamental (TCC). Em casos refratários, a associação com doses baixas de antipsicóticos por curto período de tempo poderia ser uma opção.
Recentemente, atendemos um homem com 23 anos, acompanhado por um prazo de dois anos, pelo segundo autor desta carta (reavaliado pelos demais autores), no Instituto Raul Soares. Ele era estudante de graduação, que tinha um relacionamento estável com uma mulher há três anos. Há um ano iniciou com ideações relacionadas ao ciúme, desenvolvendo sintomas de pânico quando chegava com a namorada em lugares freqüentados por jovens e percebia a presença de outros homens. O paciente não tinha comorbidades. Acreditava que a namorada era fiel e que suas idéias eram completamente infundadas. Perante os critérios classificatórios do DSM-IV, seu quadro era compatível com TOC. No entanto, freqüentemente aparecia na casa dela durante a madrugada para se certificar de que ela não o estava traindo. Após esses episódios, passava de dois a três dias com sintomas depressivos leves. O seu comportamento e suas idéias ruminativas relacionadas à infidelidade começaram a lhe causar sofrimento e prejuízo nas atividades cotidianas. Optou-se, então, por associar risperidona 0,5mg/dia. O paciente evoluiu com melhora significativa dos sintomas, passando a confiar na namorada, mesmo quando saía com amigos. Os pensamentos de infidelidade passaram a ser raros e, quando presentes, não mais provocavam desconforto significativo. O paciente foi acompanhado em um seguimento de mais um ano e meio após a introdução da risperidona, totalizando dois anos, até o presente momento.
(Ciúme patológico e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)