sábado, 29 de janeiro de 2011

Vício ou Comportamento compulsivo?










Bom dia, Boa tarde ou Boa noite aê pessoal!
Beleza?
Sábado, dia 29 de Janeiro de 2011, dia de mais uma postagem do ANTENADO.


Ultimamente me coloquei a pensar como as pessoas se viciam facilmente á certas coisas. As pessoas muitas vezes dizem que isso pode ser genético, que fulano da familia dela também passa por isso, e creio eu que isso muitas vezes serve de desculpa para tornar mais fundo esse tal 'vício'.
Quase sempre escuto alguém dizendo que não é, e nunca foi viciado em nada, que sempre que percebia que ia viciar em algo se afastava antes que fosse tarde demais.
Eu pessoalmente, sou viciada sim, mas pera ae, viciada que falo não é apenas ser viciada em drogas, bebida e tudo mais, eu sou viciada na vida, nas pessoas, na intensidade dos momentos, viciada numa boa música, viciada de estar com quem me faz bem, e muito mais.

Vício, vício, vício...

Entre os outros vícios, há tantos possíveis, como:


- O de beber;
- O de fumar;
- O de mentir;
- O de ficar vendo tv, na net;
- O de jogar.


Pesquisando alguns textos sobre vícios percebi que os especialistas não gostam do termo 'vício', e sim o chamam de: Comportamento compulsivo, sendo assim, vício é um comportamento compulsivo que não conseguimos controlar.
Por que será que precisamos tanto de algo para preencher o vazio que nos persegue? Será essa a verdadeira razão do vício? Ou é apenas uma desculpa?
Eu sinceramente, não sei.

Você pode ser sim viciada em alguma coisa, mas só tenta ser naquilo que realmente te faça bem.


Seja viciada(o) em amar a vida, amar seus pais, seus irmãos, seus amigos, seu namorado(a);
Seja viciada(o) em ser feliz, ser triste, simpático, antipático;
Seja viciada(o) em comprar bobagens, em ajudar alguém;
Seja viciada(o) em ler, em ficar na internet, em ver tv, em dormir tarde.


SEJA VICIADA(O) NA VIDA.



"Vício é o que sempre estamos fazendo pela última vez".
(Leon Eliachar)




E você, o que andou fazendo pela última vez? rsrsrs





sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ensaio Literário - Parte 2


ATENÇÃO! NÃO COMECE A LER ESSE POST SEM ANTES LER A SUA PRIMEIRA PARTE:


Bem pessoal, na parte anterior dei uma ensaiada pelo mundo literário com a primeira parte do meu conto, focando um pouco mais na construção de um diálogo, mesmo que contando com alguns clichês. Na parte de hoje, vou dar outra ensaiada, agora na descrição de ações e pensamentos. Os clichês continuam, mas espero que gostem, do ensaio, e da moral e lição da história. See ya!

(...)

Assustada com o barulho causado por Mariana, sua mãe deixou cair a panela com feijão quente sobre seus pés, derramando todo o conteúdo e queimando seus dedos. Ela sentiu aquilo fitando com o olhar vazio a porta do quarto, que podia ser vista da cozinha da pequena casa, com seus pôsteres de bandas de rock emo, e o aviso em inglês keep out. Os dedos dos pés doíam com o calor do caldo fervente, mas aquela dor não era nada, se comparada a que tinha no coração. Sentia, naquele momento, que perdia a última das pessoas que mais amara.

A mulher foi acordada de seus pensamentos pelo barulho da porta da sala, seguida pelo som de um pesado par de botas sujas que se encaminhavam apressadas até a cozinha. Carlos, seu novo marido, parou no portal que ligava a cozinha a sala, e carrancudo, olhou a cena. Criou no rosto uma expressão de cólera e começou:
- Que porra é essa, Maria!? Eu chego cansado do trabalho e você tá aí chorando por que derramou a comida? Trata de limpar essa merda e fazer tudo de novo, por que to com fome. Porra! - E num movimento grosseiro foi abrir a porta da geladeira caçar alguma coisa pra comer.

Até ali, Maria não tinha reparado que estava chorando. Sem mudar a expressão do rosto, fez tudo o que o marido mandou, sempre atenta à porta do quarto.
Passou a noite inquieta, esperando a filha sair do quarto. Nada. Antes da meia noite, tentou abrir aquela porta mais uma vez, pra pedir perdão ou talvez resolver aquela situação, mas estava trancada. Aceitou enfim sua derrota e se recolheu ao cômodo do casal, para fazer o que considerava seus serviços conjugais.

O sono de Maria foi inconstante. Tivera pesadelos horríveis em que sua filha fugia, e ela tinha que sair desesperada de carro pela cidade à procura da garota. No sonho, todas as placas de trânsito diziam keep out. Em um semáforo, acometida pela fúria da incerteza do destino de Mariana, desceu do carro, e com força sobrenatural, arrancou uma dessas placas. Bateu em uma com força no chão e escutou um bipe. Bateu de novo. Outro bipe. Bateu três vezes. Bipe, bipe, bipe. Era o despertador. Maria acordou assustada e olhou as horas no rádio-relógio. Seis horas. Mariana tem que ir pra escola.

A mãe foi até o quarto da garota e, aliviada, encontrou a porta aberta. Ela me entendeu. Ligou a luz do quarto e viu a filha deitada.
- Acorda preguicinha... - Disse, musicalmente.
Tirou suavemente o edredon de cima da garota e se assutou, num pulo, com o que viu. Mariana com os olhos vidrados e a boca espumando. Horrorizada, Maria quis acordar sua filha daquele estado, mas seu corpo estava imóvel. Imóvel demais. Desesperada, a mãe começou a olhar ao redor em busca de uma explicação, e encontrou em cima do criado-mudo uns papéis com uma seringa contendo um líquido estranho como peso. Havia em cima dos papéis a foto de um rapaz despojado, aparentando 25 anos, ao lado de uma moto vermelha com um sorriso tímido. Embaixo da foto, havia um papel correspondência de um laboratório de análises clínicas. Maria leu seu conteúdo:

LABORATÓRIO ALFRED.

Teste de HIV

PACIENTE ------------- Mariana Gonçalves Macedo
AMOSTRA DE SANGUE ------------------ Reagente

Por último em cima do criado mudo, repousava uma folha de caderno. Maria reconheceu no papel a letra irregular da fiha. E já às lágrimas, deu uma olhada no rosto inerte de Mariana, antes de ler:

Eu disse que vocês nunca me entenderiam.
Os únicos, os únicos que me entenderam nessa vida,
foram o Daniel e porções daquele líquido que está dentro da seringa.
Eu era virgem, mãe.
E o Daniel morreu faz 3 dias.
Da mesma maneira que eu.

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Diga não às drogas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

COMUNICADO

Olá, leitores!

Em primeiro lugar, gostaríamos de pedir desculpas, afinal a sessão de terça-feira está sem postagens nas últimas semanas. Mas em um blog onde 7 pessoas participam, às vezes os transtornos são inevitáveis.

Avisamos a vocês que em breve teremos um novo 7co, responsável pelas terças-feiras, e uma nova sessão pra vocês.

Mas por motivos “técnicos” e de criação de layout essa estreia pode demorar um pouquinho. Então, por favor, não deixem de nos visitar, pois estamos trabalhando para trazer muitas novidades para vocês.

Obrigada, e nos desculpem.

Atenciosamente: Os7cos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TIOZINCOMSAUDADEDATERRA!





Seu MOÇO,sinto saudade da minha TERRA
Tanto esforço por um POUCO de farinha,galinha na PANELA
Adoro MINHA donzela que só CONTA história bela
Não se QUEIXA me beija que até parece que é pra VIDA inteira
Ás vezes eu me sinto SÓ seu moço,sabe ...
Pai de FAMÍLIA não pode se atrasar
Pega a CONDUÇÃO sem condição e vai
Faz o SINAL da cruz e sai cedo pra trabalhar
Não cabe no PENSAR a liberdade do CÉU
Meus VÔOS são diarios
Saio por aí até chegar LÁ
Patrão COBRA,TRABALHO na obra e eu me desdobro
Cada SUOR é o meu MELHOR pra não ficar na pior
E as ENXADA pesada não são nada quando penso na FAMÍLIA amada
Sabe seu MOÇO
Eu não tenho LINGUAGEM de gente sabida,mas meu CORAÇÃO é um gênio que me TRAZ vida em cada BATIDA
Ah seu moço,quando eu chego no meu LAR,só reina ALEGRIA e AMOR
Beijo minha PRETA,adulo meu caçula,único FILHO e isso BASTA pra eu dormir TRANQUILO
Me sinto RICO,eu fico felizão
Coloco a canção da minha TERRA
e DURMO com uma VOZ no peito que diz : Viva a vida com AMOR,ainda é tempo de viver FELIZ!


ONELOVE!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu sou Carol, não fulana de tal!


Olá muchachos!
Bem, hoje não vou falar das tragédias do Rio de Janeiro, todos nós já estamos acompanhando os casos nos jornais e na internet, então eu não falaria novidade nenhuma, vamos torcer pra que daqui pra frente as coisas melhorem por lá. Hoje vou ser bem egoísta aqui, vou falar de mim.

Já reparou como é difícil as pessoas te aceitarem como você é?
Não sei... Todo mundo tem família, todo mundo tem amigos, ou pelo menos um alguém na vida. Mas sempre tem um dia em que esse alguém começa a questionar porque você é assim, ou porque você é assado.
“Carol você é branca demais. Ave Maria, vai tomar sol”, “Carol tu ta preta viu? Tava onde?”, “Carol você é lerda demais, tenha ação!”, “Carol você é muito impaciente, tenha calma”. Decide neh!

Dia desses minha mãe estava me pagando um sapo daqueles tradicionais, dizendo que eu tinha que fazer isso, que tinha que parar de fazer aquilo, que tinha que correr atrás, e mais um monte de coisas que não foram a primeira vez que escutei. Em parte sei que ela está certa, admito. Eu deveria ter mais ambição, saber “me virar” mais pra correr atrás das coisas que quero, e devia ser mais decidida.
Mas o que irrita e magoa nessa história, é ficar sendo comparada a fulanos e cicranos. “A filha de fulano é muito simpática”, “Cicrano é estudioso”.
Sou do tipo de pessoa que acredita que as pessoas são inteligentes em áreas diferentes. Como vou fazer faculdade de administração, se eu não aprendi nem a matemática do ensino médio direito? Eu quero ser Jornalista, mas vai explicar isso pra minha mãe pra ver...
Nunca fui miss simpatia, sou do tipo de pessoa que conquista as pessoas aos poucos com sinceridade, não daquele tipo toda simpática que abraça e beija todo mundo que vê na frente. Mas vai explicar isso também...

Eu tenho medo de dentista sim, eu fico fraca só com o cheiro de hospital, fraca de verdade.
Eu tenho medo de filme de terror, nunca assisti “O Exorcista” justamente por isso, e não é só medo, eu fico traumatizada. Eu gosto é de comédias românticas, dessas que os críticos dizem ser uma bosta.
Eu não entendo porra nenhuma de inglês. E eu não sou burra só porque não sei inglês. Me gustas el enpañol mi amigo!
Eu sou cheia de alergias, mas não me considero fresca por isso.
Ando preferindo mostarda ao invés de catchup, e todo mundo faz aquela cara de ECAAA! E eu tô preferindo cinema à festa.
Ultimamente eu to sempre com sono, mas eu NÃO GOSTO DE DORMIR! Eu escuto ROCK, no meio de uma família que só ouve forró.

Eu to falando de mim aqui, mas é pra que você pense em você. As pessoas andam numa hipocrisia nojenta! Tentado mudar tudo a todo tempo. As coisas simples, os nossos gostos, o nosso estilo, são essas coisas pequenas que nos fazem ser quem somos. Todos nós já cansamos de imaginar um mundo feito de pessoas iguais, e já concluímos que seria um tédio, tanto que nem teríamos vontade de viver.

Mas agora vamos mudar o ângulo da história. Quando digo: “as pessoas andam numa hipocrisia nojenta”, digo todo mundo, inclusive eu e você.
Tá eu já sei desse papinho, de que todo ser humano gosta de julgar, mas essa é a desculpa perfeita pra ficar metendo o dedo na vida alheia.
Conselhos sempre são bem vindos, alertas também, mas antes de pedir mudanças pras pessoas, pense no que você sente quando as pessoas te julgam e pedem pra que você mude. Você não gosta, eu também não, porque é que a outra pessoa vai gostar?
Então antes de apontar pra alguém, tenha o cuidado de olhar se o seu dedo não está sujo. Vai que você não limpou direito?

Xero... da Cereja que tenta apontar menos, justamente por ter o dedo sujo.

Pra gostar mais de si, ou descobrir: Quem eu sou (Sandy), Seja como quiser (Vivendo do Ócio) e Asy soy yo (RBD). HAA e tem uma música que me faz ser perfeita como eu nunca fui: CAROLINA (Seu Jorge).

sábado, 22 de janeiro de 2011

Living


Eaee galeraa! Blz?
Vamo que vamo, mais um sábado e dia também do ANTENADO.

É, minhas merecidas férias tão indo embora, e eu também tenho que ir embora, não queria que tudo tivesse sido tão rápido, o tempo podia andar um pouco mais devagar essa última semana.
A pior parte de ir embora é ter que se despedir dos amigos, quando chega a hora que eu acho tão triste, e você diz com o coração apertado: "to indo", ou "até mais", ou "tô indo mais eu volto viu", tudo isso é muito triste pelo menos pra mim que já choro por qualquer coisa, imagine na hora de uma despedida, haja coração e lágrimas.

Deixar os amigos nunca é uma tarefa fácil, é muito difícil dizer "adeus" à aquelas pessoas que são tão importantes na sua vida e que você não sab nem quando vão se ver de novo, e passar por tantas coisas boas, como as que passaram quando estiveram juntas.
Mais ao mesmo tempo, lembro que tenho também outras pessoas que me esperam, esperam-me com os braços abertos e com saudades que doe o coração. Pessoas essas que também fazem parte da minha vida, e que também precisam de mim.
Minha última semana com minhas amigas daqui de DF espero que seja inesquecível, como já tá sendo só de tá com elas.


É isso aê, a saudades dói o peito e machuca o coração, mas é a vida né, valeeu tudo que to vivendo.

Melhor aceitar dizer "to indo", mas nunca aceitar dizer: "adeus"

Té a próxima! :**

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ensaio Literário - Parte 1










Semana passada, em minha falta de inspiração, fiz um post bem parecido com os que o Bob costuma postar por aqui. Na falta de inspiração de hoje, começo um post que o Peein costuma(va) fazer: o conto.
Espero que gostem.


A mãe preparava o jantar enquanto a filha lia uma revista teen. A mãe disse:
- Minha filha, você tem que tomar cuidado com quem você anda.
- Aff mãe! Eu sei - respondeu a filha.
A mãe do alto de seus 45 anos de idade, engrossava o caldo do feijão, enquanto lançava um olhar de ternura por cima do ombro, em direção à filha. Esta, não tirava os olhos da revista.
- Você sabe como são esses garotos de hoje em dia - continuou a mãe
- Qual é, mãe! Você tá parecendo meu pai...
- Mas ele também sabe no que é que esses garotos estão interessados - insistiu
- Vocês nem conhecem o Daniel! - berrou a garota de 17 anos, fechando a revista num baque e jogando-a, impaciente, sobre a mesa.


A mãe abaixou o fogo no fogão, tirou o avental e o colocou sobre a pia, revelando um puído vestido de estampas florais, e repousou a concha que tinha na mão ao lado do avental. Virou-se, colocou as mãos sobre a cintura, e encarou duramente os olhos da menina:
- Acha que eu não sei o que vocês andam fazendo? - perguntou.
A menina ficou paralizada, e olhou perplexa pra mãe. Passou a mão sobre a franja roxa do cabelo curto, e desviou o olhar para o chão:
- Não, você não sabe.
Como é que ela pode saber? A gente sempre fazia escondido. Ela só pode estar blefando. Pensou a garota.


- Mariana... - começou a mãe.
- Já falei pra não me chamarem assim! - interrompeu
- Foi o nome que eu e teu pai te demos! - irritou-se - Não foram seus amigos que te batizaram.
- Blá blá blá... - ironizou a menina.
O olhar da mãe se suavizou e ela abriu um tímido sorriso:
- Minha filha, eu já tive sua idade...
E por um instante, Mariana reconheceu naquele olhar a antiga mãe que tinha, que era amiga, que a entendia, e que brincava com ela. Em seguida, esse mesmo olhar se perdeu pela janela, além da paisagem, nostálgico:
- Nessa época, o proibido parece tão atraente e fazer o errado é tão saboroso...
Mariana concordou com o olhar e o pensamento, fitando os rapazes sorridentes na capa da revista. O olhar de sua mãe foi mudando da tímida alegria para a tristeza, até voltar à dureza inicial:
- É por isso que vocês tem que parar. Eu tinha a sua idade quando engravidei da sua irmã.
Mariana tremeu ao escutar a última palavra.


- Mãe, você não tá entenden...
- Você tem é que seguir o exemplo da Marina! Apesar de tudo, ela sempre foi tão certa...
Pronto. Pensou Mariana.
A mãe voltou-se novamente ao fogão, desligando as chamas, e pegando a panela do feijão pra colocar à mesa. E continuou:
- Na sua idade, ela só queria saber de estudar. E está ai hoje: formada, casada, em um bom emprego... Ela é perfeita! Agora olha só pra você! Que cabelos e roupas são essas? E que companias são aquelas? Você não toma mais sol, e emagreceu muito ultimamente. Tá pesando o quê? 37, 38 quilos?
- Chega! - gritou a menina, já às lágrimas - você nunca vai entender!
Levantou-se da cadeira e saiu em disparada da cozinha. Ela odiava quando a mãe a comparava com a irmã perfeitinha. Marina, a menina concebida por acidente, mas que por trilhar um caminho certinho, se tornou o orgulho da família. Estava farta de escutar tudo aquilo de novo.
No meio do caminho até seu quarto, com as bochechas pretas por causa das lagrimas que borraram sua maquiagem carregada, ela abriu um sorriso demente e pensou: preciso fazer aquilo mais uma vez. Só mais uma vez.
Ela se cansou de tudo. E bateu a porta do quarto com força.


Continua na próxima sexta-feira. Aqui nessa mesma seção.
Até.