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domingo, 6 de março de 2011

Burro. Dá zero pra ele!



Olá muchachos!
Então, aproveitando o carnaval? Aproveitem, e, por favor, não façam besteira. Todo mundo quer cair na bagaceira, beijar todo mundo, fuder com tudo, e o mundo que se acabe! Peraí! Beba com moderação, use camisinha, e tenha pelo menos um pingo de juízo.
Haa, tô adorando esse feriadão, não vou viajar nem festejar em lugar nenhum, vou descansar, namorar, e ver minhas amigas. Essa semana foi mais do que cansativa pra mim, as aulas começaram, estou dormindo menos, e as obrigações de antes devem ser cumpridas da mesma maneira. Tô em fase de adaptação.
Mas apesar do cansaço, tô feliz. As aulas são interessantes, a turma é boa e bem diversificada. Eu nunca tive dúvidas de que queria ser jornalista, mas agora tô tendo mais certeza ainda.

Agora vamos deixar de papo fiado (apesar de tudo ser papo fiado aqui), e vamos ao assunto de hoje: burrice.
Calma, calma, não criemos pânico! Eu só quero tentar definir o que é exatamente a burrice, ou entender o que ela é pra você.

Quando fazemos uma coisa errada, sempre tem alguém do lado que diz: “Deixa de ser burro”! Mas só porque errei, eu sou burra?
Me ajudem, eu tenho o raciocínio lento... As pessoas dizem que errar é humano, mas quando erramos, dizem que é burrice. Então é natural o ser humano ser burro? Mas, nós não somos os únicos seres racionais até agora descobertos? Essa história tá contraditória!
Errar significa que você fez algo errado. Pra identificar que essa coisa está errada, você tem que ter o conhecimento de como é essa mesma coisa da maneira certa. Então você tem conhecimento sobre o seu erro, tendo conhecimento, não pode ser julgado como burrice.
A meu ver, burrice é a falta de querer o conhecimento. Se você não sabe de algo, não pode ser julgado como burro só porque não sabe da tal coisa. Agora, se você não souber, tiver a oportunidade de saber, e não se interessar em saber daquilo; Ai sim podem chamar de burrice.
Burrice é renegar o conhecimento.

Nós não temos a obrigação de ter todo o conhecimento do mundo, e acho que nem tem como. As pessoas têm inteligência nas áreas em que elas têm mais conhecimento. Eu não me considero burra por não saber matemática direito, mas me considero burra quando não quero aprender.
Um químico não tem obrigação de entender sobre futebol, um jogador de futebol não tem obrigação de entender sobre arquitetura, um arquiteto não tem obrigação de entender sobre notas musicais, um músico não tem obrigação de entender sobre agronomia...
As pessoas conhecem o que as rodeiam, o que elas gostam, o que é necessário para suas profissões, e nenhuma delas pode ser julgada como burra só por não saber de certo assunto. Não dá pra armazenar todas as informações do universo; não é cérebro?

Além de tudo isso, ficar por ai chamando as pessoas de burras pode ser considerado bullying. Ninguém tem o direito de julgar qualquer pessoa, seja ela quem for. Ainda não deu pra entender isso?
Cuidado com o que fala, porque normalmente o feitiço acaba virando contra o feiticeiro.

Todos nós cometemos erros, nos enganamos todos os dias, nos confundimos, fazemos coisas sem pensar direito, mas ninguém aqui é burro. Nem mesmo as loiras!

Xero... da Cereja que está feliz por aprender.


A partir de agora, vou colocar não apenas o link das músicas relacionadas aos post’s, vou colocar a letra também, pra poupar o tempo de vocês, e vê se alguém se interessa pela música :oD

E já que ninguém tem obrigação de ser como todo mundo:


Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter